segunda-feira, 15 de junho de 2015

O povo gosta é de desgraça, então leia essa desgraça!




O que te faz gostar tanto assim de algo tão terrível? Cultura? Sua natureza? Sua criação? O quê? Realmente não consigo entender. Mas responda essa pergunta: você está aqui por causa da palavra "desgraça" no título, porque você esperava algo realmente "desgraçado", ou só porque está acostumado a ler-me? Reflita por um instante...

Outra coisa muito importante, por que é que algumas coisas são vistas comumente e outra são tão absurdas? Por que é que pessoas assistem e divulgam (já bloqueei todos que me mandavam) vídeos de crueldade, gente morta, assassinatos, bichos sofrendo, gente suicidando, execuções, catástrofes, fotos de corpos, gente partida ao meio, órgãos expostos, atropelamentos, acidentes automobilísticos, sangue, muuuuuuuito sangue e, em contra partida, essas mesmas pessoas se ofendem com um homossexual protestando contra a violência, essas mesmas pessoas se incomodam com seus filhos vendo cenas de sexo na TV, essas mesmas pessoas até arrepiam de ouvir as palavras "punheta e masturbação"!

Aí eu te pergunto, querido amigo (pra não dizer filho de uma grande puta): PORQUE É QUE PRA VOCÊ O SOFRIMENTO E A DESGRAÇA ALHEIA É COMUM, MAS A PORRA DO SEXO NÃO É????????????

Quem foi que te disse que morrer é mais legal do que trepar???? Quem foi que te falou que bater uma punheta é mais pecaminoso do que matar alguém e ficar divulgando isso para os seus amigos religiosos? Quem foi, o desgraçado e filho da puta que te criou, que disse que mandar gente despedaçada é mais divertido do uma piroca entrando numa boceta ou cu????? PAREM DE SER FILHOS DA PUTA!!! PAREM DE ACHAR QUE MORTE É NORMAL E QUE TREPAR NÃO É!!!

Um pinto, uma boceta, um cu e umas tetas não são motivos de ojeriza, pois trazem prazer, diversão e até procriam, já o caralho da porra dos vídeos que vocês divulgam só dão nojo, pesadelos e repulsa! Ah, deixe-me te contar mais uma coisinha: se você não sente nada disso, você é um(a) sádico(a) com tendências sociopatas!

Eu estou vendo uma nova inquisição chegando por conta de um bando de falsos moralistas, gente que trepa escondido e que divulga vídeo de gente morta e violência! Gente que aponta o dedo na sua cara, mas que não tem uma gota de virtude para mostrar a ninguém!

Eu cansei de falar isso aqui no meu blog e pra quem quer que seja: vá estudar, vá ler, vá trepar, mas parem de ser um bando de monstros marginais que distribuem o ódio! Sua fé cega, seu cinismo, sua falta de cultura é que estão fodendo com o mundo, não é quem quer dar o brioco que fode com o mundo, são vocês, os amantes da desgraça!

E da próxima vez que for postar um vídeo ou foto de desgraça, ou contra o sexo, lembre-se que os monstros que cometem esse tipo de ação são os mesmos que matam e estupram, crianças, jovens e adultos! E você, sim, você, seu filho da puta, fica promovendo mais violência! Pega a porra de um livro e vá ler, quem sabe o seu tão magnânimo deus não te isente de tanta merda que você já fez!!!!

Obrigado por mais esse desabafo,

continuamos agora com a nossa programação normal de postagens!


Algum tipo de poder... (revisão)





Fiquei feliz em encontrar esse meu antigo conto, uma história muito divertida sobre um novo tipo de poder! Criei esse texto por causa da minha incrível e real habilidade de dar pau em tudo que é eletrônico. Seria uma história verídica? Sei que gostei muito de ter escrito e mais ainda de ter relido, espero que apreciem tanto quanto eu:



Algum tipo de poder...




Estava à toa na vida, pensando em algo de bom para fazer. E isso, para mim, naqueles dias, era uma coisa bem complicada. Estava desempregado, quase sem grana nenhuma e beirando a fome. Eu bem que queria estar trabalhando, construindo, ajudando alguém e até mesmo me divertindo com amigos. Mas eu estava tão 'deprê' que não animava fazer mais nada. E não me restando coisa nenhuma, fui fazer o que todo cidadão desempregado infeliz comum gosta de fazer numa noite chata: assistir TV.

Estava tranquilo esperando minha TV abrir a imagem – ela era tão velha que eu tinha que esperar de vinte a quarenta minutos para que ela funcionasse normalmente – para poder ver o programa, que até então, eu estava só ouvindo. Um lixo de programa, é claro. O quê mais um ser humano comum pode esperar dos programas televisivos de hoje? Ainda mais TV aberta. 

Enquanto esperava, pensei em comer alguma coisa. Olhei a geladeira e encontrei ali: um vidro de groselha, duas garrafas de água, uma caixa de ovos com dois dentro, um pote de manteiga pela metade, meio pacote de pão e um pedaço de queijo duro e embolorado. Não tive dúvidas. Levei para cozinha o que eu iria comer. 

Primeiro limpei o queijo, tomando cuidado para não tirar demais as partes estragadas e não sobrar nada; depois peguei duas fatias de pão, adicionei fatias finíssimas de queijo e coloquei-o no micro-ondas para derreter – e matar o que sobrasse de germes daquele alimento. Programei trinta segundos e quando estava faltando quinze, o aparelho desligou. Apagou. Verifiquei a tomada, depois os botões, depois o fusível e por último os disjuntores. Nada. Provavelmente queimado. Bom, não me importei com isso e tirei meu pão lá de dentro, que já estava suficientemente aquecido.

Sentei-me na cama, de frente para a televisão, e comecei a devorar meu pão com queijo. No meio da terceira mordida a TV que já estava quase se abrindo apagou. Gritei furioso e de boca cheia: “Maldição!!!”. Porém, antes de me levantar e procurar o defeito da porcaria da TV, terminei de comer o pão com muito desgosto. 

Levei o prato para a cozinha e assim que acendi a luz, daquele aposento escuro, ouvi um estalo e vi um flash. A lâmpada havia se queimado. Voltei para o quarto e procurei o defeito da televisão. Cocei a cabeça, desconcertado, e comecei a juntar os fatos. Alguns meses antes, quando estava para ser mandado embora e precisava já de dinheiro, havia ocorrido algo semelhante. Matutei, matutei e por fim percebi que alguma coisa estava acontecendo. 

Sentei-me na mesa da sala e liguei meu velho computador. Ligou da forma correta – o que quer dizer que demorou muito. Iniciou-se e estava eu lá, a digitar, quando ele começou a travar. “Tudo bem”, pensei, “computador velho é assim mesmo”. Esperei um pouco, pacientemente, aguardando que ele voltasse e eu pudesse salvar o que já tinha escrito. Passou alguns minutos e ele voltou. Dirigi a seta do mouse até o 'salvar' e antes do clique, a porcaria toda desligou-se. Apertei o power novamente. Ouvi um barulho e um estalo e nada. Angustiei-me. O que era aquilo?

Voltei para o quarto deitei-me. Joguei os chinelos de lado e me cobri com um lençol. Não se passaram dois minutos e a luz da casa sumiu. Levantei mais mal humorado do que de costume. Tropiquei até chegar na cozinha, procurei uma caixa de fósforos e risquei um. Fui riscando um atrás do outro até encontrar uma vela. Acendi a maldita vela e ainda me queimei com a cera. Fui até o painel de força, liguei e religuei tudo e nada. Só podiam ter cortado minha luz. O que seria normal para aqueles tempos de recessão.

Voltei para cama e desisti da vida. Estava quase pegando no sono quando uma ideia surgiu de repente. Num pulo estava de pé. Peguei a vela e procurei na gaveta perto da escrivaninha uma coisa. Depois de revirar todas as gavetas, na última, eu encontrei a lanterna. Essa eu havia comprado no mês anterior com meu último dinheiro do seguro. Estava novinha em folha e até pilhas novas eu possuía. Era o teste final. Coloquei as pilhas recém tiradas da embalagem dentro da lanterna e liguei-a. Aquele clarão iluminou muito bem tudo o que eu apontava. 

Deitei segurando a lanterna apontada para o teto. Fiquei ali um tempo e, antes que minhas suspeitas fossem por água abaixo, a lanterna tremeluziu seu facho e apagou. “Perfeito!” exclamei exaltado. Vesti minhas calças e minha blusa, calcei os sapatos e fui para rua. Atravessei a rua correndo e fui para o banco perto de casa. Tirei meu cartão – que eu sabia que estava zerado – e introduzi no caixa eletrônico. Comecei a fuçar nas opções esperando aquilo acontecer e, antes de receber o aviso de 'saldo insuficiente', o caixa apagou. “Maravilha!” comemorei em voz alta.

Saí do banco renovado, disposto a aprender mais sobre aquilo. Sempre li histórias em quadrinhos na minha adolescência, mas nunca pensei que seria desse jeito. Eu realmente possuía algum tipo de poder, era um fato e eu iria provar para mim mesmo que o tinha. E estava pronto para testá-lo mais vezes...

Quando era criança, imaginava-me podendo voar, carregar coisas pesadas, ricochetear balas, atravessar paredes com os punhos, dissolver coisas com o pensamento... tudo, menos que meu poder seria o de estragar qualquer coisa elétrica e eletrônica. No caminho por onde estava andando, havia estacionado um carro com o alarme disparado e tocando irritantemente. Nem pensei duas vezes. Encostei no teto do carro e esperei a mágica acontecer. Acho que devido a minha empolgação o efeito veio mais rápido. O veículo calou-se de imediato. Começava a entender o meu dom, mas ainda assim, pensava se não seria somente uma coincidência. Nada melhor do que continuar testando. 

Olhei à minha volta e avistei um orelhão. Retirei o fone do gancho e verbalizei: “estrague”, e a porcaria ficou muda no mesmo instante. Estava irradiante. Contente de possuir 'poderes', mas depois de vários testes – todos eles muito bem executados – percebi que eu não possuía uma finalidade. “Pra que serve essa merda?” 

Continuei caminhando pela rua e a medida que andava eu apontava para os postes de luz e dizia “apague” e ele se apagava. Fazia isso agora só por diversão. Não precisava mais tocar. Apenas apontar ou dizer. O efeito já era imediato. Enquanto me divertia, ficava tentando imaginar formas de sair da merda financeira. Precisava ganhar alguma coisa com isso. E nesse exibicionismo todo, fui deixando um rastro de destruição por onde passava. 

Quando olhei para trás, do alto da avenida que eu acabara de percorrer, vi o que eu tinha feito. Tudo apagado, estragado, destruído. E vendo aquela cena, parei, sentei e pensei: “grandes poderes trazem grandes responsabilidades”. Jargão a parte, eu percebi o quê tinha em minhas mãos. Aquela dádiva. Aquele estranho poder. 

Fiquei ali, sentado, por um bom tempo, refletindo, tentando descobrir o que fazer com aquilo. Venderia meus serviços? Quem iria querer alguém para destruir algo – algumas pessoas me passaram pela cabeça. Pensei até numa roupa bacana para usar - nada de roupas colantes - quando estivesse em ação. “Ação?” repeti a palavra. Não sabia ao certo o que eu queria ou o que estava planejando. Só sei que, assim como meus poderes, uma ideia surgiu do nada. 

Levantei, bati a mão nas calças limpando-me e olhei para cima, admirando aquele céu estrelado. E foi ali que eu percebi o que faria. Usaria aquele poder para fazer algo de útil. Algo que, agora, eu poderia fazer. Não seria mais um inútil. Todos iriam saber sobre mim e conheceriam meus talentos. Promoveria para os habitantes do planeta o que eu melhor saberia fazer: instauraria o caos!!!

Continua... 


 
Publicado originalmente no dia 17 de fevereiro de 2011, quinta-feira.





quinta-feira, 11 de junho de 2015

O Guia do Mochileiro das Galáxias - Douglas Adams - Editora Sextante




O meu exemplar do Guia! Muito bem lido!!!

Caramba, vocês não fazem ideia da emoção que eu tive lendo esse livro! 

Primeiramente, quero confessar o meu pecado: eu tenho os cinco volumes dessa "Trilogia de Cinco" há muitos anos na minha estante e nunca os tinha lido (mas estou me redimindo e, até o final desse ano, terei lido todos). Em homenagem ao Douglas (estou íntimo do cara) comecei, finalmente, a ler o meu livro no dia 25 do último mês (dia da toalha).

"Segundamente", o livro me fez rir alto do início ao fim, sem trégua. (Sorte que eu moro sozinho e ninguém achou que eu estava batendo papo com algum espírito zombeteiro.) Então, se você, como eu, ainda não leu o livro, não precisa nem ler a minha resenha, vá descolar o seu em algum lugar e comece agora, imediatamente! (Sim, considere sendo uma ordem!) Nesse ano, provavelmente e até agora, foi o melhor livro que eu já li. Então, faça isso, confie piamente em mim e vá ler o livro!!!

Se você é um expert e, provavelmente, já leu o livro, sabe do que eu estou falando! Se você já leu o livro e tem a ousadia de dizer que não gostou, suma da face do universo e vá ler Crepúsculo em outro lugar!!! Se você não leu e acreditou em mim até agora, mas, mesmo assim, ainda teve preguiça de buscar um exemplar para começar a ler imediatamente, então deixe-me convencê-lo(a) um pouco mais!


Enredo dessa porra:



Olha, pra mim nem precisava de enredo de tão sarcástico/reflexivo/fodástico é essa obra, mas para nossa alegria, ainda assim existe um enredo. 

O livro conta a história de Arthur Dent e de como ele escapa da morte certa quando o planeta Terra é destruído. Dent é salvo por seu amigo Ford Prefect, que é um alienígena que vivia entre nós disfarçado de ator desempregado. Eles passam da frigideira para o fogo até, por fim, pegarem carona na nave Coração de Ouro do semi-primo de Ford, Zaphod Beeblebrox. Zaphod é o presidente da galáxia e está a caminho do lendário planeta Magrathea. Na nave, além de Zaphod, Arthur e Ford, também estão Tricia "Trillian" McMillan, uma mulher terráquea que Arthur conheceu no seu antigo planeta natal, e o depressivo e deprimido robô Marvin. Juntos, os cinco descobrem, numa incrível revelação, a verdade sobre a vida, o universo e tudo mais!


O que esperar e não esperar desse livro:



Coerência e mau humor: esse livro é desprovido destes elementos. Trata-se (e se ainda não ficou óbvio, morra!) de uma ficção científica abobalhada. Em questão de graça, essa obra possui um texto chiste e extremamente irreverente. Você lerá coisas absurdas, mas também verá muitas críticas veladas e até explícitas, tudo num bom humor sensacional, bem construído e muito bem pensado. O trágico aqui é cômico e praticamente tudo te faz rir. Adams escreve de forma simples e os muitos nomes estranhos e inventados não diminuem em nada a fluidez do texto. 

Eu, alguns segundos antes de começar a ler o livro!
A leitura é muito, muito fácil e, além disso, o livro é curto (204 páginas), narrado em grande parte na terceira pessoa e tudo que está escrito aqui foi feito para ser divertido e assim o é. Como eu disse, o enredo é só parte do grande todo desse livro, pois o mais importante é a obra em sim. Por mim, o livro poderia ter acabado no capítulo 28, lá pela página 175, quando acontece algo inesperado e incrível. Mas o autor continua com mais alguma coisas no sense pelas páginas restantes. 

Aconselho você a não esperar nada do livro, nada mesmo, pois tudo o que você espera encontrar aqui será sobrepujado. Rogo para que eu tenha conseguido convencê-lo(a) a ler essa fantástica história, caso não tenha, quem vai perder com isso é só você e absolutamente ninguém mais! Incrivelmente fantástico!

Ah! Detalhe extremamente importante que estava esquecendo de dizer (além de: lembre-se sempre de levar uma toalha consigo! Vide foto ao lado.), o título do livro se refere a um grande compêndio sobre o universo reunido em forma de guia (tipo um tablet) editado e vendido pelas galáxias, uma espécie de Enciclopédia Galática, só que um pouco mais barato e com os seguintes dizeres na capa: "Não entre em pânico"



Alguma coisinha sobre o autor:




O autor, Douglas Adams e o grande segredo!
Inglês, nascido em Cambridge, 1952, Adams foi um comediante e também escritor, tendo produzido esquetes para o grupo televisivo Monty Python (se você não sabe do que eu estou falando, você realmente é fã de Crepúsculo). O início do meu exemplar traz um prefácio contando o quanto foi difícil para o autor expressar em palavras a sua história anteriormente narrada (para quem não sabe, inicialmente, O guia do mochileiro das galáxias foi transmitido pela rádio BBC de Londres, em 1978).

Douglas Noël Adams era um ateu convicto e amante da tecnologia moderna e, infelizmente, faleceu aos 49 anos, vítima de um ataque cardíaco. Mas, lembremos de seu legado e... nunca entremos em pânico!


Marvin, na versão do longa metragem!